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Sobre a Clínica

Dra. Elaine Gagete Miranda da Silva, CRM 50.628 / RQE -57521, é formada em Medicina pela UNESP – Botucatu em 1984, onde também fez residência em Pediatria e Alergia Pediátrica. É especialista em Alergia e Imunologia pela ASBAI (Associação Brasileira e Alergia e Imunologia) com doutorado em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP – SP na área de Alergia e Imunologia do Departamento de Clínica Médica. É também membro da AAAAI (American Academy of Asthma, Allergy and Immunology - USA), uma respeitada associação de médicos alergistas nos Estados Unidos. A clínica é nível 3 de complexidade de acordo com o CFM (Conselho Federal de Medicina) e conta com salas de apoio para todos os procedimentos. É especializada em Alergia - Imunologia - Asma e Vacinações, realizando testes alérgicos, espirometria, testes de provocação para alimentos e medicamentos, dessensibilizações para alimentos e imunoterapia para doenças alérgicas. Oferece ainda aplicação de imunobiológicos e vacinas contra as principais doenças infectocontagiosas, como meningite, pneumonia, herpes zoster, etc. Planejada especialmente para seu conforto e qualidade de atendimento, temos uma preocupação constante com a atualização e com servir cada vez melhor. Teremos enorme prazer em lhe atender!

Principais Doenças Alérgicas e Imunológicas

Urticária e Angioedema

A urticária é uma condição frequente, muitas vezes recorrente, e que pode impactar bast...

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Anafilaxia

Anafilaxia é uma reação alérgica severa e potencialmente fatal. Pode ocorrer segundos o...

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Conjuntivite alérgica

A conjuntivite é uma inflamação (vermelhidão e inchaço) da conjuntiva do olho. A conjun...

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Alergia Alimentar

A alergia alimentar é hoje considerada um problema de saúde pública, pelo seu acentuado...

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Alergia a Medicamentos

Os medicamentos podem ter vários efeitos colaterais, incluindo reações alérgicas. Essas...

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Anafilaxias

Anafilaxia é uma reação alérgica severa e potencialmente fatal. Pode ocorrer segundos o...

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Asma

A asma é uma doença crônica das vias respiratórias caracterizada por inflamação e estre...

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Avaliação do Sistema Imunológico

AVALIAÇÃO DO SISTEMA IMUNOLÓGICO O sistema imunológico é essencial para a nossa saúd...

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Dermatite Atópica (DA)

A dermatite atópica, também conhecida como eczema atópico, é uma doença inflamatória cr...

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Dermatite de Contato

Dermatite de Contato é uma reação inflamatória da pele causada pela exposição a substân...

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Rinite e Sinusite

Rinite e rinosinusite são condições que afetam as vias respiratórias superiores, especi...

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Testes Alérgicos

Prick Teste

⦁ Prick teste: também conhecido como teste de puntura ou teste de alergia cutâneo, é um método utilizado para diagnosticar alergias respiratórias, alimentares e a algumas substâncias (medicamentos, venenos de insetos).
O procedimento é relativamente simples, seguro e rápido e constitui-se nas seguintes etapas:
⦁ Preparação da Pele: A parte interna do antebraço ou, em algumas situações, as costas do paciente, são limpas e preparadas para a aplicação dos alérgenos.
⦁ Aplicação dos Alérgenos: Gotinhas contendo extratos de diferentes alérgenos (como pólen, ácaros, pelos de animais, proteínas de alimentos) são colocadas na pele em pequenos pontos marcados.
⦁ Puntura Leve: Utilizando uma pequena lanceta, é feita uma leve picada na pele através de cada gota de alérgeno, apenas o suficiente para permitir que o extrato entre em contato com as células imunológicas da pele. O procedimento não é doloroso, pois a picada é superficial. (Vide foto )

As etapas b e c podem ser substituídas pelo método multiteste que é ainda mais confortável.
⦁ Após cerca de 15 a 20 minutos, a pele é observada para identificar reações alérgicas. Se a pessoa for alérgica a um dos alérgenos testados, surgirá uma reação semelhante a uma picada de mosquito no local, com vermelhidão e inchaço (chamada de pápula).
⦁ Leitura dos Resultados: As reações são medidas em termos de diâmetro das pápulas, e o médico compara esses resultados para determinar quais alérgenos causaram reações positivas. Além disso, há a aplicação de um controle negativo (com solução salina) e um controle positivo (histamina) para garantir a validade dos resultados.
Cuidados para a realização do teste

Alguns medicamentos interferem no teste e devem ser descontinuados nos períodos abaixo especificados:
⦁ Antialérgicos (em xarope, colírio, gotas nasais, comprimido ou injeção) antigripais e estimulantes de apetite: 10 dias.
⦁ Alguns tipos de antidepressivos chamados tricíclicos, como: amitriptilina (ex.: Amytril); clomipramina (ex.: Anafranil); Imipramina (ex.: Tofranil); Nortriptilina (ex.: Pamelor); Doxepina (somente formulado): 2 semanas.
⦁ Neurolépticos: (grupo de medicamentos usados na esquizofrenia. Ex.: Amplictil, Haldol): 10 dias.
⦁ Corticóides (ex.: Meticorten, Decadron): Se em uso por mais de 7 dias: 30 dias.
⦁ Broncodilatadores de longa duração (exemplo: Fluir, Foradil): 2 dias; broncodilatadores de curta duração: (ex.: Berotec, Aerolin): 4 horas.
⦁ Antileucotrienos: 24 horas.

Patch Teste

O teste de contato é o método mais utilizado para confirmar uma dermatite de contato alérgica. Ele consiste em:
⦁ Aplicação de Alérgenos: Pequenas quantidades de alérgenos comuns são aplicadas em discos adesivos que são colocados nas costas do paciente.
⦁ Tempo de Exposição: Os adesivos permanecem na pele por 48 horas.
Leitura dos Resultados: Após a remoção, a pele é avaliada em 48 e 72 horas para verificar reações de vermelhidão, inchaço ou formação de bolhas, indicando uma resposta alérgica.
IR (Irritação):Eritema discreto e irregular sem infiltração. +++: Reação extremamente positiva, vesículas coalescentes, reação bolhosa ou ulcerativa.
++: Forte reação positiva, com eritema - Infiltração - Pápulas - Vesículas discretas.
+: Reação positiva fraca: Eritema - Infiltração – Pápulas bem mais discretas.
+?: Reação duvidosa: Mácular discreta - Sem infiltração - Eritema homogêneo.

Para que o teste seja confiável, deve-se aguardar no mínimo 3 semanas após o uso de corticóides tópicos no local do teste. Também não é desejável que a pessoa tenha tomado sol nas costas até 1 semana antes da colocação do teste. Não utilizar anti-alérgicos 1 semana antes ou durante o teste. Corticoides sistêmicos acima de 7 dias também não devem ser utilizados.

Existe algum perigo em se fazer esse teste?

As reações são localizadas e praticamente não há risco de reações gerais. Entretanto, a inflamação local causada pela substância que está sendo testada, pode levar vários dias para desaparecer. Se o paciente for muito alérgico por ela, a reação poderá ser intensa a ponto de deixar uma pequena cicatriz.

TPO (Teste de provocação oral)

Testes de Provocação com Medicamentos/Venenos de insetos

Testes de provocação são instrumentos importantes para o alergista fazer um bom diagnóstico em diversas situações onde testes mais simples não podem resolver. Pelo risco que podem ocasionar, são feitos em ambientes onde todos os cuidados são planejados para caso de reações. Além disso, a medicação a ser testada é dada em doses muito baixas, com aumentos graduais e monitoramento constante do(a) paciente. Os testes com venenos de inseto incluem-se neste item.

Dependendo da medicação, o teste pode ser oral ou injetável

No teste oral, quantidades mínimas do medicamento são dadas e observa-se atentamente o(a) paciente enquanto permanece na clínica (no mínimo 2 horas). Pode ser necessário manter a medicação por dois dias em casa após a fase inicial.
Se o teste for injetável, inicia-se pelo teste de puntura, quando uma gota da medicação é colocada no braço e faz-se um furinho (só nas camadas mais superficiais da pele). Uma reação tipo bolinha vermelha e coçando mostrará a positividade. Caso seja negativo esse primeiro passo e, dependendo do caso, procede-se ao teste intradérmico(ID), quando a substância a ser testada é aplicada sob a pele (0,05 ml) fazendo-se tal aplicação de forma gradativa, sempre da menor concentração para a maior, com pelo menos 20 minutos entre uma e outra. Ao ser aplicada, a substância forma um pequeno botão sob a pele e se esse botão dobrar de tamanho após 20 minutos, o teste é considerado positivo.
Geralmente são necessárias 2- 3 concentrações (sempre da menor para a maior), dependendo da sensibilidade.

Riscos: esse teste pode ser um pouco dolorido devido à picada e o desconforto da reação pode levar alguns dias para desaparecer, mas geralmente some em até 24 horas. Pode acontecer também que, mesmo que em quantidades diminutas (0,05 ml) ocorram reações sistêmicas, como crises de espirro, tosse, urticária e raramente reações mais graves como anafilaxia. Geralmente, essas reações podem ser rapidamente tratadas com medicações disponíveis no local do exame. Para aumentar a segurança, o paciente será monitorado e checado diversas vezes durante o exame. Caso ocorra reação sistêmica, será necessária a permanência por pelo menos 4 horas após o teste.
Após as etapas iniciais, caso ainda seja necessário, procede-se ao teste de provocação, quando a medicação é aplicada ou dada via oral, dependendo do caso. Pode ser necessário manter o medicamento por dois dias em casa.

Riscos: Os mesmos riscos de reações sistêmicas descritos acima podem ocorrer. Quando isso ocorre, o paciente deve permanecer em observação no mínimo 4 horas.

Preparo:
⦁ O(a) paciente deve ir alimentado para o teste, com alimento leve. Como o teste é demorado, recomenda-se trazer um lanche ou, se criança, leite ou fórmula que ela esteja habituada. ⦁ A pessoa deve estar bem, sem febre, sem virose, sem qualquer intercorrência de saúde. Caso o(a) paciente tenha algum problema dessa natureza, deve entrar em contato com a clínica e remarcar o exame. ⦁ Alguns medicamentos interferem no teste e devem ser descontinuados nos períodos abaixo especificados. Entrar em contato com a clínica caso esteja utilizando alguma medicação

Atenção: PELO RISCO QUE EXISTE NA REALIZAÇÃO DESTE TESTE ELE NÃO É REALIZADO SEM CONSULTA PRÉVIA.

Testes para alimentos
Um teste de provocação oral para alimentos é o padrão ouro para diagnóstico de alergias alimentares ou para identificar reações adversas a determinados alimentos. Ele deve ser realizado sob supervisão médica, por um alergista ou um especialista em imunologia. Aqui estão algumas informações sobre indicações, como fazer e cuidados:

• Indicações
1. Suspeita de Alergia Alimentar: Quando há um histórico de sintomas que podem sugerir uma alergia alimentar, como urticária, dermatite atópica, infecções respiratórias de repetição, ou problemas gastrointestinais.
2. Resultados de Testes Inconclusivos: Quando os testes cutâneos ou os exames de sangue não são conclusivos ou não correspondem aos sintomas apresentados. Lembre-se que IgE positivo não traduz alergia, apenas sensibilização alérgica, ou seja, nem sempre uma IgE positiva faz o diagnóstico de certeza da alergia alimentar.
3. Determinação de Tolerância: Para avaliar se uma pessoa pode tolerar um alimento específico depois de uma reação alérgica inicial, porque muitas vezes as crianças portadoras de alergia alimentar desenvolvem tolerância com o passar dos anos.

• Como Fazer
1. Preparação:
- Consulta Médica: O teste deve ser prescrito e supervisionado por um médico especializado. É importante discutir o histórico médico e os sintomas antes de iniciar o teste.
- Jejum: Dependendo do alimento e das orientações do médico, pode ser necessário jejuar algumas horas antes do teste.

2. Realização do Teste:
- Introdução Gradual: O alimento suspeito é introduzido gradualmente na dieta da pessoa, começando com uma quantidade muito pequena e misturado a uma base, principalmente para crianças poderem aceitar e não perceber sabores diferentes.
- Observação: Após a ingestão de cada quantidade, a pessoa é monitorada por um período específico (geralmente 30 minutos) para verificar a ocorrência de reações alérgicas.
- Aumentos Progressivos: Se não houver reação, a quantidade do alimento pode ser aumentada gradualmente.

3. Registro e Avaliação:
- Sintomas: O médico registra quaisquer sintomas que apareçam e avalia a gravidade da reação.
- Interrupção: Se houver uma reação adversa, o teste é interrompido imediatamente, e a pessoa recebe o tratamento necessário. Após a última dose e havendo ou não reação, o(a) paciente deve ser monitorado por pelo menos 3 horas.

• Cuidados
1. Ambiente Controlado: O teste deve ser realizado em um ambiente onde ajuda médica está prontamente disponível, caso ocorra uma reação alérgica grave. Exige-se ambiente hospitalar ou consultório nível 3, de acordo com o CFM (Conselho Federal de Medicina)

• Observações
- Nunca tente realizar um teste de provocação oral sem a supervisão adequada de um profissional de saúde!
Este teste é uma ferramenta útil para diagnosticar alergias alimentares, mas deve ser conduzido com extremo cuidado para garantir a segurança do paciente.
Pelo risco potencial que este teste representa há necessidade de agendamento de consulta para a indicação do teste.

Imunoterapia

Imunoterapia para doenças alérgicas (ITA), também conhecida como imunoterapia alérgeno-específica, é um tratamento que visa modificar a resposta imunológica de uma pessoa a alérgenos específicos. O objetivo é reduzir a sensibilidade do sistema imunológico ao alérgeno causador dos sintomas, resultando em uma diminuição dos sintomas de alergia ao longo do tempo.


A imunoterapia consiste em expor o paciente a doses crescentes do alérgeno ao qual ele é sensível. Essa exposição controlada ajuda a "reeducar" o sistema imunológico, de forma a reduzir sua reação exagerada a esses alérgenos e é considerada o único tratamento que pode modificar de forma duradoura a história natural das doenças alérgicas, proporcionando benefícios a longo prazo mesmo após a conclusão do tratamento.


Indicações da ITA
A imunoterapia é indicada principalmente para os seguintes tipos de alergias:

     • Rinosinusite Alérgica e Conjuntivite Alérgica:
     • Asma Alérgica
     • Alergia a venenos de insetos
     • Alergia alimentar (vide sessão específica)
     • Dermatite atópica


Principais Tipos de ITA

     a. Imunoterapia Subcutânea (ITA-SC): É aplicada por meio de injeções subcutâneas de alérgenos em doses progressivamente crescentes. Inicialmente, são realizadas injeções semanalmente durante a fase de indução (aumento de dose), que dura 8 semanas, até que a dose máxima seja atingida. Em seguida, o paciente entra na fase de manutenção, com injeções a cada 2 semanas por um período 2 meses e após 4 semanas, por 3 a 5 anos. A aplicação é feita em consultório médico, pois existe o risco de reações adversas, como anafilaxia.

     b. Imunoterapia Sublingual (ITA-SL): Consiste na administração de gotas (única forma disponível no Brasil) ou comprimidos contendo alérgenos que são colocados sob a língua. É uma alternativa para aqueles que preferem evitar injeções e pode ser realizada em casa após a fase inicial de monitoramento.


Frequência: Geralmente, a administração é diária e também tem uma duração de 3 a 5 anos.
Indicação: É usada principalmente para alergia a ácaros, pólens (como gramíneas), e alguns outros alérgenos respiratórios.


Antes de iniciar o tratamento, um alergologista realiza uma avaliação detalhada, incluindo história clínica e testes alérgicos para identificar os alérgenos específicos que causam sintomas no paciente.
A solução de imunoterapia é preparada de forma personalizada, contendo os alérgenos específicos que provocam reações no paciente.
Após alguns meses de ITA, há redução significativa dos sintomas alérgicos e redução ou interrupção da necessidade de medicamentos ao longo do tempo. Além disso, a ITA pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de novas sensibilizações alérgica e tais benefícios se mantêm mesmo após a conclusão do tratamento, na grande maioria dos casos.
Entretanto, a ITA não é isenta de riscos e pode causar reações alérgicas, desde locais (inchaço no local da injeção) até sistêmicas, incluindo anafilaxia. Por isso, deve ser aplicada em ambiente controlado, sob os cuidados de alergista e o paciente deve permanecer em observação por pelo menos 30 minutos após a aplicação.
A ITA- SL é geralmente mais segura, no máximo pode causar irritação na boca e garganta. Por isso, pode ser feita no domicílio do paciente.


A imunoterapia é uma abordagem eficaz para tratar a causa subjacente das alergias, ao invés de apenas aliviar os sintomas, oferecendo uma opção promissora para melhorar a qualidade de vida de pessoas com alergias persistentes e de difícil controle.



Imunoterapia (dessensibilização) para alergias alimentares


A dessensibilização oral para alergia alimentar, também conhecida como imunoterapia oral (OIT), é um procedimento que visa aumentar a tolerância do sistema imunológico a alimentos que anteriormente provocavam reações alérgicas. A ideia é expor gradualmente o(a) paciente a pequenas doses do alimento que causa reação, com aumentos progressivos ao longo do tempo, até que ele(a) consiga consumir uma quantidade maior do alimento sem apresentar reações graves.
A dessensibilização oral é um processo rigoroso que deve ser conduzido sob a supervisão de um médico alergologista experiente, geralmente em um ambiente clínico ou hospitalar, devido ao risco de reações alérgicas durante o processo. Aqui está o passo a passo:



Avaliação Inicial:

Antes de iniciar a dessensibilização, o paciente passa por uma avaliação completa com testes de alergia (como prick test e dosagem de IgE específica para o alimento). Isso ajuda a confirmar a alergia e a determinar a segurança da dessensibilização.
É feito um planejamento personalizado considerando o histórico de reações do paciente e a quantidade mínima de alimento que já foi tolerada.



Fase de Introdução ou "Up-dosing":

Doses Iniciais: O tratamento começa com doses extremamente baixas do alérgeno alimentar, muitas vezes em microgramas. Essa dose é administrada na clínica ou hospital para monitorar possíveis reações. Após isso, o(a) paciente deve continuar consumindo em casa até a próxima dose a ser dada na clínica.
Incrementos Gradativos: Se o paciente tolerar a primeira dose, as doses são aumentadas gradualmente, geralmente a cada uma ou duas semanas, até atingir uma dose de manutenção. Cada novo aumento de dose também é feito sob supervisão médica para garantir a segurança.
Dia “D”: é quando, após o consumo regular de uma dose segura do alimento, o(a) paciente poderá consumir o que quiser que contenha tal alérgeno na clínica, sob supervisão. Marca o início da próxima fase que é a manutenção.
Fase de Manutenção: o(a) paciente deve consumir regularmente), a quantidade estipulada diariamente em casa. A fase de manutenção pode durar de meses a anos, dependendo da resposta do paciente. Durante essa fase, o paciente deve seguir rigorosamente as orientações médicas, evitando mudanças na dieta ou atrasos nas doses.
Monitoramento Contínuo: é comum que o paciente tenha acompanhamento regular com o alergologista durante todo o processo para avaliar a evolução e ajustar as doses conforme necessário. É importante que o paciente e a família sejam treinados para reconhecer e tratar possíveis reações alérgicas, incluindo a administração de epinefrina em casos de anafilaxia.

Indicações da Dessensibilização Oral
Alergia Alimentar Confirmada: Indicada principalmente para alergias alimentares persistentes, como alergia a leite, ovos, amendoim e outros frutos secos, em que a exclusão completa do alimento impacta significativamente a qualidade de vida.
Pacientes que Não Desenvolveram Tolerância Natural: Algumas crianças podem superar naturalmente alergias a alimentos, mas a OIT é considerada para aqueles que continuam alérgicos após a infância.
Melhoria da Qualidade de Vida: A dessensibilização pode ser indicada para reduzir o medo de exposição acidental ao alérgeno, proporcionando mais segurança e liberdade ao paciente e sua família.

Riscos e Benefícios da Dessensibilização Oral
Benefícios:
Pode aumentar a tolerância ao alimento alérgeno, reduzindo a gravidade das reações em caso de exposições acidentais.
Pode permitir a reintrodução parcial ou completa do alimento na dieta do paciente, melhorando a qualidade de vida.
Riscos:
Existe o risco de reações alérgicas durante o tratamento, que podem variar de leves (como coceira na boca) a graves (como anafilaxia).
A dessensibilização não é uma cura definitiva; em alguns casos, a tolerância pode ser perdida se o alimento não for consumido regularmente.

Considerações Finais
A dessensibilização oral deve ser realizada apenas sob a orientação e supervisão de um profissional de saúde qualificado, devido aos riscos envolvidos. Ela pode oferecer uma opção promissora para o controle da alergia alimentar, mas requer comprometimento e um planejamento cuidadoso para garantir a segurança do paciente.

Controle Ambiental

Ácaros são pequenos artrópodes pertencentes à classe Arachnida, a mesma que inclui aranhas e carrapatos. Eles são extremamente pequenos, muitas vezes visíveis apenas ao microscópio, medindo entre 0,2 e 0,5 mm de comprimento. Existem diversas espécies de ácaros, adaptadas a diferentes ambientes, como solo, água, plantas, e até pele de humanos e animais.
Ácaros do Pó Doméstico (Dermatophagoides pteronyssinus e Dermatophagoides farinae e Blomia tropicallis) são os mais associados a alergias respiratórias, como rinite e asma. Eles se alimentam de partículas de pele humana e animal, que são encontradas no pó domiciliar, especialmente em colchões, travesseiros, roupas de cama, tapetes e móveis estofados.Proliferam em ambientes úmidos e quentes, e sua presença é maior em casas pouco ventiladas ou com alta umidade. As fezes dos ácaros, assim como partes de seus corpos que se tornam poeira, contêm proteínas que são potentes alérgenos para muitas pessoas.

Para uma pessoa alérgica, especialmente aquelas que têm reações ao pó domiciliar e aos ácaros, é fundamental que a casa seja organizada de forma a minimizar a presença de alérgenos. Abaixo estão algumas recomendações para criar um ambiente mais seguro e hipoalergênico:
1. Limpeza Regular
Aspiração Frequente: Use aspiradores de pó com filtros HEPA (High-Efficiency Particulate Air), que capturam partículas finas, incluindo ácaros e seus excrementos. Aspire pisos, tapetes, sofás e cortinas semanalmente.
Panos Umedecidos: Evite vassouras que podem levantar poeira. Em vez disso, use panos umedecidos para a limpeza de superfícies e pisos.
Lavagem de Roupas de Cama: Lave lençóis, fronhas e cobertores semanalmente em água quente (acima de 60°C) para eliminar ácaros.

2. Redução de Tecidos e Estofados
Evite Tapetes e Carpetes: Substitua por pisos lisos e laváveis, como cerâmica, madeira ou vinil, que acumulam menos poeira e são mais fáceis de limpar. Móveis de Superfícies Lisas: Prefira móveis de couro ou vinil ao invés de tecidos, pois são mais fáceis de limpar.
Cortinas Laváveis ou Persianas: Troque cortinas de tecido por modelos de persianas de material sintético, que acumulam menos poeira e são mais fáceis de limpar.

3. Controle de Ácaros no Quarto
Capas Antialérgicas: Use capas impermeáveis contra ácaros em colchões, travesseiros e edredons. Elas impedem que os ácaros penetrem no material e se proliferem.
Minimize o Uso de Almofadas e Pelúcias: Eles acumulam muita poeira e ácaros. Se tiverem que ser mantidos, lave-os regularmente.
Mantenha a Ventilação Adequada: Abra janelas regularmente para melhorar a circulação de ar e reduzir a umidade, o que ajuda a controlar a proliferação de ácaros.

4. Controle da Umidade
Desumidificadores: Mantenha a umidade do ambiente abaixo de 50% com desumidificadores. Ácaros se proliferam em ambientes úmidos, por isso controlar a umidade é fundamental.
Evitar Plantas Internas: Plantas podem acumular fungos e aumentar a umidade do ambiente. Se optar por tê-las, cuide para que não fiquem em locais de alta umidade

5. Troca e Manutenção de Filtros de Ar
Filtros de Ar e Climatização: Utilize filtros HEPA em sistemas de ar-condicionado e troque-os regularmente para evitar o acúmulo de poeira. Ventile bem os cômodos para manter o ar mais puro.

6. Eliminação de Focos de Mofo
Inspecionar e Reparar Vazamentos: Vazamentos de água podem favorecer o crescimento de mofo, que também é um alérgeno importante. Repare goteiras e infiltrações prontamente.
Limpeza de Áreas Úmidas: Banheiros, cozinhas e áreas de serviço devem ser mantidos secos e ventilados para evitar a proliferação de fungos.

7. Ambiente Livre de Animais de Estimação ou Limpeza Cuidadosa
Se a alergia incluir pelos e caspa de animais, pode ser necessário restringir a presença de animais de estimação em algumas áreas da casa, especialmente nos quartos. Caso contrário, é importante aspirar regularmente os ambientes em que os animais frequentam.

Resumo:
Essas medidas visam reduzir a exposição aos alérgenos do pó domiciliar, tornando o ambiente mais seguro e confortável para uma pessoa alérgica. A adoção de um regime rigoroso de limpeza e a escolha de materiais adequados podem fazer uma grande diferença na qualidade de vida de quem sofre com alergias respiratórias.

Para pessoas com alergia a pólens É importante adotar cuidados específicos em casa para minimizar a exposição a esses alérgenos. Aqui estão algumas medidas recomendadas para manter o ambiente seguro e confortável:
• Manter Janelas Fechadas: Durante as épocas de maior liberação de pólen (como a primavera), mantenha as janelas e portas fechadas, especialmente nos períodos da manhã, quando os níveis de pólen tendem a ser mais altos.
• Uso de Ar-Condicionado: Utilize ar-condicionado em vez de ventilar naturalmente, pois ele ajuda a manter o ar limpo dentro de casa. Opte por modelos com filtros HEPA (High-Efficiency Particulate Air), que são eficazes na captura de partículas de pólen.
• Purificadores de Ar: Considere a instalação de purificadores de ar com filtro HEPA nos cômodos mais utilizados, como sala e quarto. Esses aparelhos ajudam a remover alérgenos do ar, incluindo pólen.

Métricas em Alergologia

"PROMs" (Patient-Reported Outcome Measures) – Métricas úteis

PROMs significa Medidas de Resultados Relatadas pelo Paciente, que são questionários padronizados para coletar a percepção do paciente sobre sua saúde, qualidade de vida, sintomas e funcionalidade, sem a interferência de profissionais de saúde, usadas para avaliar tratamentos e melhorar o cuidado.

Em alergia os seguintes PROMs são utilizados:
⦁ Asma adulto
PROM para adultos

⦁ Asma Infantil
PROM para crianças

questionário - obstrução nasal

⦁ Rinoconjuntivite
Pontuação acima de 21 indica controle adequado.

⦁ Dermatite atópica
Scorad: Através de alguns sites é possível cálculo automático: SCORing Atopic Dermatitis, Po-scorad (aplicativo pode ser baixado no celular)
Uma pontuação menor que 25 é caracterizada LEVE; de 25 a 50 é caracterizada como doença MODERADA e maior que 50, GRAVE

EASI (Eczema Area and Severity Index): https://www.easiderm.com/ll
0: Totalmente controlado
0.1 – 1.0: Quase controlado
1.1 – 7: Eczema leve
7.1 – 21: Eczema moderado
21.1 – 50: Eczema grave
> 50: Eczema muito grave
questionário - Índice de Qualidade de Vida em Dermatologia (DLQI)
Índice de Qualidade de Vida em Dermatologia (DLQI) - um questionário validado de 10 perguntas que mede o impacto das doenças de pele (coceira, sentimentos, atividades diárias, roupas, lazer, trabalho/escola, relações, tratamento) na vida do paciente na última semana, resultando em uma pontuação de 0 a 30, onde maior pontuação indica maior prejuízo
Interpretação:
0-1: Sem impacto
2-5: Leve
6-10: Moderado
11-20: Grave
21-30: Muito Grave.

Índice de qualidade de vida pediátrico: O questionário composto por 10 perguntas direcionadas às atividades diárias, lazer, relação pessoal, na forma de texto e em quadrinhos. Há, ainda, uma pergunta relacionada ao período escolar ou de férias. Deve ser preenchido antes ou durante a consulta médica e o profissional de saúde e o responsável podem auxiliar na compreensão do questionário, porém sem interferir nas respostas.
Pontuação: o escore total mínimo do questionário é 0 e o máximo é 30.
0: excelente qualidade de vida 30: pior qualidade de vida
O escore (pontuação) de cada item:
Nenhum = 0
Um pouco = 1
Muito = 2
Muitíssimo = 3

A interpretação do questionário avalia o impacto da dermatite atópica na qualidade de vida em:
0 e 1 = nenhum efeito sobre a qualidade de vida
2 a 6 = efeito fraco
7 a 12 = efeito moderado
13 a 18 =- efeito forte
19 a 30 = efeito muito forte
questionário - Escore da qualidade de vida na dermatologia infantil

⦁ Urticária crônica
⦁ UAS-7 – Índice de atividade da urticária em 7 dias
tabela - UAS-7

⦁ Índice de Qualidade de Vida em UCE (CUQ2ol)
questionário - Qualidade de vida para Urticária Crônica

O CUQ2oL apresenta 23 perguntas.
Cada pergunta possui cinco opções de resposta, com a seguinte pontuação:
1: Nada 2: Pouco 3: Mais ou menos 4: Muito 5: Muitíssimo.
O escore total mínimo do questionário é 23, e o máximo é 115.
23: excelente qualidade de vida – 115: pior qualidade de vida

⦁ Urticaria Control Test – UCT – Teste de controle da urticária
questionário - UCT

Avalia: o controle da urticária crônica (UC) tanto espontânea quanto induzida num período de 4 semanas anteriores à consulta.
Pontuação: determinada por 4 perguntas com 5 opções cada, com escore variando por pontos de 0 a 4. O somatório pode variar de 0 a 16 pontos, na versão curta, sendo:
< 12 = UC não controlada;
≥ 12 = UC controlada

Vacinações

Vacinas para doenças infectocontagiosas
A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) estabelece um calendário vacinal para a prevenção de doenças infectocontagiosas em diferentes fases da vida, desde a infância até a idade adulta e para grupos especiais. Esse calendário é baseado em diretrizes atualizadas, contemplando as vacinas mais eficazes e seguras. As vacinas recomendadas podem variar um pouco entre o calendário público, oferecido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), e o calendário particular, sendo que algumas vacinas estão disponíveis apenas na rede privada.

Nossa clínica as principais vacinas recomendadas pela SBIm Veja abaixo o calendário vacinal:
⦁ Prematuros
Calendário de Vacinação Prematuros 1

Calendário de Vacinação Prematuros 2

⦁ Crianças até 10 anos
Calendário de Vacinação Crianças 1

Calendário de Vacinação Crianças 2

⦁ Pré-adolescentes e adolescentes (11-19 anos)
Calendário de Vacinação  Pré-adolescentes

⦁ Adultos
Calendário de Vacinação Adultos

⦁ Idosos
Calendário de Vacinação Idosos

⦁ Gestantes
Calendário de Vacinação Gestantes

Fonte SBIm (Sociedade Brasileira de imunizações)

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