Não.
A alergia a leite de vaca (APLV) é a principal causa de alergia alimentar em crianças, incidindo ao redor de 3 a 5%. Existem várias formas de alergia a leite, desde aquele bebê que ao receber o alimento imediatamente fica com os lábios, boca e língua inchados e vermelhos (síndrome da alergia oral), até choque anafilático, com perda dos sentidos, taquicardia, sudorese, hipotensão e até morte. Nas formas não tão graves, podem ocorrer lesões vermelhas no corpo todo e inchaço, mas que podem evoluir para quadros anafiláticos mais sérios.
Existem outras formas de reações a leite que levam a alterações intestinais, como fezes sanguinolentas e graves diarréias e vômitos.
O leite de cabra, bem como o da grande maioria de animais mamíferos, tem alergia cruzada com o leite de vaca, ou seja, o organismo do alérgico reconhece todos esses leites como se fossem o mesmo.
Para bebês com APLV o melhor substituto são as fórmulas de soja que, entretanto, não devem ser dadas abaixo dos 6 meses e nem para bebês com formas de alergias não anafiláticas. Nesses casos, o risco de se desenvolver alergia também à soja é muito grande. Além disso, as fórmulas de soja não são nutricionalmente adequadas para crianças abaixo de 6 meses.
E atenção: fórmulas de soja não são a mesma coisa que refrescos à base de soja. Estes últimos não têm o aporte calórico e as especificações nutricionais necessárias ao desenvolvimento do bebê.
Crianças com suspeita de APLV devem primeiro ter seu diagnóstico confirmado e após deve-se orientar a família para evitar tudo que contenha o leite (queijos, iogurtes, doces, bolos, etc), lembrando-se que em alguns casos até traços de leite podem desencadear sintomas). Após isso, deve-se planejar a alimentação do lactente para que não venha a sofrer de carências específicas, como cálcio, fósforo, etc e que seu aporte calórico seja suficiente para que ele cresça sadio.
Fonte: Clínica Doutora Elaine
Por: Dra. Elaine
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